"No início, tudo era palavra rimada, foi então que percebi que eram contos que eu não contava..."
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Naufrágio do Prazer
"No início, tudo era palavra rimada, foi então que percebi que eram contos que eu não contava..."
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Escrevo
Escrevo porque calo minha voz diante a dor
Escrevo porque as palavras solidificam meus pensamentos
Escrevo para silenciar o grito que ecoa em minha solidão
Escrevo porque sou incapaz de liquidificar meu sofrimento
Escrevo para deixar falar o coração
Escrevo para que saiba o que passa aqui dentro
Escrevo porque escrevendo me encontro
Escrevo porque há contos que não conto
terça-feira, 6 de novembro de 2012
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Estávamos ali...
Estávamos ali, tão perto que era possível ouvir teu coração pulsar...
Estávamos ali, haviam outras pessoas, mas só conseguia ver e ouvir você...
Estávamos ali, torturando nossos desejos e encarcerando as palavras que deveriam ser ditas...
Estávamos ali, você e eu, lutando contra o magnetismo de dois corpos que se atraem...
Estávamos ali, mas não estamos mais...
Estávamos ali e a única coisa que quero é voltar a estar.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Garrafas de Cerveja
Como viver em uma sociedade em que cada indivíduo é tratado como uma garrafa de cerveja?
Por aqui, não se importam com o conteúdo, mas com o rótulo. É o nome da marca que vai justificar a qualidade de cada um.
Não se permitem conhecer outros sabores e o julgamento negativo de quem já experimentou é o suficiente para que compreendam que não vale a pena ao menos provar.
Quanto maior o valor, melhor o produto! Se vier de fora, a qualidade é superior a qualquer um que já se tem por aqui.
Cada recipiente guardam os mesmos ingredientes, apenas tem uma cultura de preparo diferente. Se tirar o rótulo, verá que no fundo é tudo igual.
Portanto, são superficiais as relações interpessoais, e preferem "encher o pote" de hipocrisia à se permitirem experimentar outros sabores.
E assim seguem, embriagados de preconceitos e estereótipos. (Filosofias de Ventilador)
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Sem você
Se pensar é aquilo que prova a minha existência, já não quero ser mais...
Se sonhar é aquilo que me impulsiona a seguir sempre em
frente, já quero parar...
Se amar é aquilo que aquece minh’alma, deixe-a morrer de
frio...
Se sorrir é aquilo que ilumina minha vida, quando sair,
apague a luz...
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Gostaria...
Gostaria que por um segundo o silêncio fosse geral, que cessassem as musiquinhas, cessassem até mesmo o canto dos pássaros, mas enquanto eu estiver a ouvir, sempre estarão escrevendo canções que me façam lembrar teu nome.
Gostaria então de ser surdo, incapaz de ouvir, para que assim eu não saia do caminho, não perca o foco, porém, enquanto eu estiver a enxergar, todos os sorrisos, beijos e abraços irão me trazer você à memória.
Gostaria de ser cego para que meu olhar não esteja sempre a te procurar entre a multidão, portanto posso sentir seu cheiro à distância, e ainda que não te veja, sei que você ali está.
Gostaria dessa formar de ser incapaz de identificar os aromas, e como sem ter você por perto é impossível te tocar, eu iria te esquecer.
Ah, como queria que fosse tão simples assim, mas ainda que eu perca todos os meus sentidos, não perderia você de mim.
Para que isso acontecesse, eu teria que sofrer uma profunda amnésia, e arrancar meu coração.
Porque eu te amo e você, durante todo esse tempo, nunca saiu da minha cabeça.
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